O envelhecimento é um processo que começa com o início da vida, não o podendo evitar, podemos procurar formas de retardar ou amenizar os seus efeitos de forma a proporcionar melhor qualidade de vida na idade sénior.

Maiores cuidados de saúde assim como uma alimentação mais cuidada proporcionam aos nossos animais uma esperança de vida cada vez maior.

 

Com que idade devo fazer a transição da dieta do meu animal de adulto para sénior?

No caso dos cães vai depender do porte do animal, como se sabe os cães de porte pequeno (até 10kg) atingem a idade sénior a partir dos 9 anos de idade. Já os de porte médio e grande a partir dos 7 anos já são considerados sénior.

Nos gatos devemos fazer a transição aos 7 anos de idade.

 

Porque devo alimentar o meu animal com uma dieta sénior?

Os animais séniores estão mais predispostos para a ocorrência de problemas de saúde uma vez que o seu sistema imunitário é menos competente. É muito importante continuar a vacinar, desparasitar e reforçar o sistema imunitário!

Nesta fase da vida estão mais predispostos para obesidade uma vez que o metabolismo é mais baixo e têm menor atividade física.

Os animais séniores, mesmo não sendo obesos, são mais predispostos para a ocorrência de outros problema de saúde:

  • Problemas nas articulações
  • Problemas cardíacos
  • Problemas respiratórios

A nível digestivo apresentam menor capacidade de digerir e absorver os nutrientes.

Temos de assegurar uma dieta,

            – altamente digerível

– bom nível proteico e de elevada qualidade

– elevado nível de antioxidantes

– nível de gordura mais baixo

– bom nível de ácidos gordos ómega-3

 

Simplificando devemos oferecer uma dieta com níveis calóricos mais baixos e uns níveis cuidadosamente equilibrados de outros nutrientes, tais como, ácidos gordos essenciais e antioxidantes que fortalecem articulações e sistema imunitário.

 

Com o avançar da idade também o cérebro do animal vai envelhecendo e como tal começam a surgir alterações cognitivas que muitas vezes passam despercebidas uma vez que são encaradas como normais para um animal idoso e inevitáveis. Nalguns animais podemos mesmo verificar o aparecimento de uma doença caracterizada pelo declínio da função cognitiva designada Síndrome de Disfunção Cognitiva.

 

Quais os sinais de envelhecimento cerebral?

Entre as alterações comportamentais possíveis, podemos observar: aumento da reação a estímulos sonoros, maior ansiedade de separação, aumento da vocalização (ladrar ou miar mais), confusão, desorientação, diminuição da interação com as pessoas, aumento da irritabilidade, diminuição da resposta a ordens dos donos, aumento da agressividade ou do comportamento protetor, micção ou defecação dentro de casa (quando não era hábito acontecer), diminuição da auto higiene (gato que deixa de tratar do pêlo, por exemplo), explorar ou brincar menos com os seus brinquedos, comportamentos repetidos como lamber, andar em círculos, roer, começar a vaguear, alteração dos ciclos de sono, etc.

 

Atualmente já existem medicamentos e dietas específicas disponíveis que podem ajudar os animais com disfunção cognitiva.

Estudos recentes demonstraram que determinados componentes da dieta dos cães podem ter efeitos benéficos sobre a função cerebral. Alguns nutrientes específicos, como os triglicéridos de cadeia média (TCM), encontram-se comprovados em como ajudam a suportar nutricionalmente o cérebro e a função cognitiva nos cães.

 

Também nos gatos protegendo a função cognitiva dos animais em envelhecimento, podemos melhorar a sua qualidade de vida e preservar a ligação do gato ao seu tutor. Mudanças na alimentação, tais como a suplementação com nutrientes chave (arginina, ácidos gordos ómega 3, vitaminas do complexo B e antioxidantes) podem ajudar a eliminar muitos dos sinais associados ao envelhecimento cerebral, como a redução da agilidade mental e a deterioração dos sentidos.

Se o seu animal apresentar estes sintomas deve fazer uma visita ao seu Médico Veterinário!

 

Juliana Adrião

Médica Veterinária

Nestlé Purina Pet Care

Please follow and like us: