A síndrome de dor miofascial tem geralmente como causa os pontos gatilho e as bandas tensas, que não são mais do que duas disfunções musculares que ocorrem na sequência de traumas (crónicos ou agudos), cirurgias, má postura, doença articular e carências nutricionais, entre muitas outras causas.

Ao longo da vida, tanto os seres humanos como os animais são sujeitos a agressões externas que permitem acumular lesões que o corpo aprende a ocultar e a compensar. Com o decorrer dos anos, o efeito cumulativo destas agressões pode fazer com que um trauma menor seja a “gota de água” para iniciar os sinais de dor e de disfunção motora. Na maior parte das vezes torna-se então difícil correlacionar os sinais com um evento concreto, o que confunde e dificulta o seu diagnóstico pela generalidade dos clínicos.

O diagnóstico desta condição exige uma avaliação biomecanica e funcional, assim como uma palpação muscular profunda cuidada. Exames complementares de diagnóstico como seja a ecografia, o Rx ou até TAC e RM não têm valor diagnóstico nesta condição, podendo apenas sugerir possíveis fatores desencadeantes ou perpetuantes (como é o caso da doença osteoraticular degenerativa, por exemplo).

É frequente que, na ausência de evidências imagiológicas de lesão, se atribua os sinais clínicos a um natural envelhecimento do animal o que, infelizmente impede o seu adequado diagnóstico e tratamento.

Se o seu animal alterou súbita ou gradualmente as suas rotinas e atividade diária, apresentando, por exemplo, dificuldade em subir ou descer declives, ou até em saltar para o carro ou sofá; se o seu animal parece mais “dorminhoco”, “preguiçoso”, “ansioso” ou até se torna agressivo quando lhe toca em determinadas regiões do corpo, quando antes não o fazia, poderá estar a manifestar um dos muitos sinais de “síndrome de dor miofascial”

Não fique indiferente, porque a dor miofascial é uma dor severa, persistente e profunda, que afeta grandemente o bem estar e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Dependendo da etiologia e dos fatores perpetuantes envolvidos, terapias como a Acupuntura, a laserterapia, a diatermia, a massagem e as técnicas manipulativas (Quiroprática e Osteopatia) poderão fazer toda a diferença na resolução total ou parcial dos sinais clínicos.
Cátia Mota e Sá
DVM, MSc, CCRP, Dipl. Cert Quiroprática Animal
Responsável pelo Serviço Diagnóstico e Tratamento da Dor e Reabilitação Física Animal do grupo Clinica Veterinária das Oliveiras
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