Por volta do ano 3000 AC, um povo do Norte de Africa invadiu a península e consigo trouxeram a sua cultura os seus costumes e os seus animais, o seu nome  IBEROS,  dando o seu nome à região onde se instalaram,  PENINSULA IBERICA . Esta foi, segundo muitos autores a primeira influência externa na evolução do cavalo já existente na Península.

Seguiram-se os Fenícios e os Celtas.  Os Fenícios foram largamente responsáveis pelo comercio de cavalos nos dois sentidos levando da península os cavalos Ibéricos e trazendo cavalos vindos do oriente correspondente às actuais regiões da Líbia, Egipto e Síria.

Foi na época das principais expedições gregas á península Ibérica por volta de 800 AC que  os povos Celtas e Iberos formaram uma aliança  os” CELTIBEROS”  e segundo  a escritora e cavaleira Silvya Loch  ” foram os cavalos dos Celtiberos que começaram a espalhar a fama no então “mundo Civilizado”

Cavaleiro Celtibero

A partir deste período histórico são numerosas as referencias de autores gregos e romanos aos cavalos Celtiberos e aos seus cavaleiros.

Homero faz-lhes referencia na ILIADA 1.000 AC e o famoso cavaleiro grego o General Xenofonte (431 AC- 354 AC) traça rasgados elogios aos talentosos cavaleiros Iberos e aos seus cavalos.

Xenofonte num dos seus livros escrito por volta de 370 AC descreve admiravelmente a táticas equestres dos mercenários Iberos que terão tido um papel decisivo na vitória de Esparta sobre Atenas nas guerras do Peloponeso (431-404 AC)

Hanibal, general Cartaginês durante as segundas guerras púnicas consegui reunir um exercito de cerca de 12.000 guerreiros da Ibéria e alcançou um feito histórico e militar notável atravessando os Pireneus e os Alpes levando o seu exercito até Itália surpreendendo e derrotando o exercito Romano

Posteriores invasões de cartagineses e romanos sempre reconheceram a superioridade dos cavalos Ibéricos e dos seus cavaleiros até ao ponto de os Romanos adotarem este estilo Ibérico de combate a cavalo.

 Por estes motivos os romanos estabeleceram nos territórios Ibéricos ocupados quintas para a produção de cavalos que se iriam tornar fundamentais para a expansão e manutenção do Imperio Romano.

Painel mosaicos Villa da Torre da Palma

Temos um exemplo   deste facto uma vila romana datada do I seculo e pertencente a uma  abastada  familia romana  de nome Basilii  localizada na Torre da Palma, perto de Monforte  no distrito de Portalegre foi descoberto  um painel de azulejos  representando cinco cavalos  com os nomes : Hibervs, Lenevs, Lenobatis, Pelops e Inacvs  provavelmente  cavalos criados  nesta quinta  e que mereceram dos seus criadores esta homenagem que chegou aos nossos dias.

O mitológico Centauro

No seu livro ” CAVALO LUSITANO O FILHO DO VENTO” o Arquiteto Arsénio Cordeiro escreve que a perfeita ligação entre os cavalos e os cavaleiros Ibéricos está na base e serviu de inspiração da lenda dos CENTAUROS, um ser hibrido meio homem meio cavalo que se acreditava viver nos vales do rio Tejo.

O moderno centauro
Éguas Lusitanas

Possidonius (135AC -51 AC) filosofo grego que viajou pela Ibéria escreveu que” Os Cavalos Celtiberos da zona ocidental da Hispânia são muito mais velozes do que todas as outras raças conhecidas por ele”

O próprio imperador Romano Júlio Cesar (100 AC- 44 AC) tinha uma guarda de honra formada por cavaleiros montados em cavalos Ibéricos por serem por ele considerados os mais bonitos e os melhores cavalos de combate Plínio o Velho (23AC- 79AC). Naturalista romano escreveu também   no seu livro de Historia Natural que “nos férteis vales do rio Tejo perto de OLISIPO (Lisboa) eram criadas umas formosas éguas que fecundadas pelo vento ZEFIRO (um suave vento que sopra do o Oceano Atlântico   davam origem a formosos e velozes cavalos daí os Lusitanos serem conhecidos pelos “FILHOS DO VENTO” os mais velozes cavalos da antiguidade

Continuaremos esta aventura sobre o tão nobre cavalo lusitano…

António Correia de Mendonça

Coudelaria Correia de Mendonça e Turismo Rural Couto dos Pardinhos

 

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